domingo, 2 de agosto de 2015

Joaquim José

Joaquim José


Tolos!
Ingênuos, e pretensiosos.
Os que acreditaram que te violentando...
E dividindo teu corpo
Em mil pedaços
Esquartejariam teu legado
E não te peço perdão
Pois não mereço
Eu! Que nada fiz a fim
De impedir... O cumpra-se teu destino

E sigo a meditar
A minha própria existência
Tão medíocre!
Nunca! Igual a tua
E invejo a tua explosão...
Fecunda, e abundante.
E a única coisa escusa que te imploro
É a de ter-me esquecido na Noite...
Da fonte da verdade; e do lugar.
Da luz que nos iluminou... Por tantas vezes

Perdoa-me!
Por este gesto; extrema covardia...
Mas é que não suportei ao ver
Tua cabeça exposta em Praça Pública
E temi... Como tantos temeram
Que o povo nosso; incauto.
Viesse a confundir
A deteriorização de tua carne
Como... A anulação de tuas ideias
Como cinzas ao vento... Invericidades...

Liberdade!
Pensei incessantemente nela
Era; a tua palavra.
Teu sonho pendurado numa corda
E as talhas te picotam; e retalham-te.
Como confetes de carne, e ossos...
E restos de mortalha
Mas através destes... Aprendi
Que não há...
Em algum lugar, ou idioma.
Palavra parecida
Nem mesmo subentendida
Que se signifique... Liberdade

Liberdade!
Tanto tempo investindo a toa
Buscando-a
Dentro de mim... E; ela! Fora
Em torno de mim... E; ela! A “sombra”
E não a encontrei
Que acabei por ser... Refém da mesma
Prisioneiro seu; em sua busca.
Que me transformei neste... “Pobre de Jó!”
Sem ter acesso a vê-la...
Avesso seu; sem ser.

E você amigo!
Apontou (sem saber)
Do meu engano
Pois a Liberdade não é coisa que se pense
Ou que se possa pensar
Liberdade! É sentir-se livre
Como os Anjos dos Céus
E não! Neste velário espesso
E não! No fundo escuro deste negro véu
Que só agora entendo
E percebo o flagelo
Que essa consciência nos condena

Bem que tentei
Percebê-la, e alimentá-la.
Bem que lutei... Para mantê-la viva
E o que sobrou pra mim... Só amarguras
Posto que por sua causa; sou!
Caricatura nula
Sem história
Sobram-me apenas as versões vazias
E para meus filhos; o ódio...
Dessa herança maldita
Pai escondido
Mãe em desespero
Na convivência triste das lembranças
Que não revelarei
E olhando a tua cabeça que roubei
E que guardei
Dentro de uma caixa
Esgar de Lágrimas veem
Mas não choro por ti... E sim por mim
Pelas feridas que guardei na alma
E a taça... Um Cálice
E a Liberdade... Uma incerteza
Assim parecida dúvidas
Era! Tenha! Haja sido... Silvério dos Reis

                                     Cláudio de Andrade Lopes, ou...
                                     Cláudio Manoel da Costa? Ou...
Paráfrases dos, Desastrolados do Desconhecido; sob o Estilo Guia de Claudia Camara em: “Quinze Dias, Sete Anos, e Alguns Minutos”.




Comentários do Autor: Estás vendo! Não é Erasmo! Continuo fiel a teus Elogios, da tua Loucura, da Loucura dos outros, e da hipotética “Loucura dos Deuses”; ou de Deus: sem que com isto considerem-me Ateu, ou venham me excomungar como fizeram a ti... E se eu for a Gênesis (por liberdade), eu poderia perguntar: qual seria então a cor da tez, ou cútis, de Adão, e a de Eva; bem como a cor da pele de seus filhos: Caim, Abel, e Sete... Isto é Liberdade.
Sabe-se que Deus expulsou Adão e Eva do Paraíso, por causa do complemento do amor: que foi considerado como; pecado original, e a crítica disto: poderia ser como um achado da essência primitiva do conceito de Liberdade... Eles tiveram a liberdade de se amarem.
Sabe-se que Caim matou Abel, e o subentendido porquê (Gênesis; 3 , 4 – e, 5 , 6)... E sabe-se que em, Gênesis – 3 – 10,11,12,13, e 14... Aonde Caim afirmou ao Senhor Deus: “Eis que hoje me lanças da face da Terra, e da tua face me esconderei; e serei fugitivo e vagabundo na Terra, e será que todo aquele que me achar me matará”... Assim a liberdade deu seus segundos passos.
E saiu Caim de diante da face de Deus, e habitou na Terra de Node (ou seria na Terra do nada, de ninguém; aonde não se possa conhecer a Liberdade), pras bandas do oriente (qual oriente?)... Isto é Liberdade; saber se: Oriente Médio; Oriente mesmo; na Terra do Sol nascente? Isto é Liberdade – e distante do Édem... Assim começava nova liberdade; sob o aval: qualquer um que tente, ou te mate, sete vezes será castigado. E pois um sinal em Caim, para que não o ferisse qualquer que o achasse... E assim, começou a crescer; a liberdade.
E conheceu Caim sua mulher (qual seria a cor de sua tez, ou cútis); e ela concedeu-lhe Enoque (que andou com Deus), e de Enoque veio Irade; Irade gerou Mauzael; que gerou Matuzael, e que gerou Lameque... Lameque de Ada, e Zita; e Zita teve Tubalcaim, e Ada; teve Jobal... Um dia Lameque disse (aos gritos) para Ada, e Zite... “Ouvi vós mulheres de Lameque”! Por sete vezes Caim será vingado, mas Lameque; setenta vezes sete... Assim; ampliou-se a Liberdade.
E essa liberdade foi disseminada pelo Mundo, mesmo após o Dilúvio: quando não mais nos convém o uso aberto da palavra liberdade desde as antigas Civilizações; antes, e depois de Cristo: pelo risco de erros... Liberdade para matar, para invadir, para roubar, para escravizar, para destruir, ou construir destruindo; liberdade até para conter os pensamentos, e esconder as verdades; liberdade para minorias, ou liberdade para maiorias, que no uso fruto da soberania, e independente da cor, ou da condição social; como vândalos, ou fantoches do mal; aprisionam-nos sob a falsa ilusão da Teoria Prática da Liberdade; quando interesses escusos são anteparos; na defesa de seus próprios interesses... Isto é, que é; a Liberdade.
Como as Montanhas de Ouro de Serra Pelada que sumiram... Num Lápso de Liberdade; como os Diamantes de Espigão do Oeste; como o Ouro do Madeira; ou como a Madeira que cai para dar lugar a Soja, e pastos aos Gados; que não sobra um palmo só pra se plantar Mandioca, e dela fazer Farinha; pra se comer com Feijão que já não se planta, e pouco convém; para plantar a Cana-de-açucar e dela só o álcool; e tudo faz parte de um mesmo Ciclo... Liberdade! Sempre limitada pelos donos do Poder; e nós, os interregnos ou hiatos, no meio de tantas Coronas, ou Coroas; e hoje monitorizados por Satélites, GPS, e censuras, cujas iminências pardas identificam os Testas! Como se estes fossem na realidade... Os donos da Liberdade, pois amanhã deverá nascer; outras liberdades, tão singulares e iguais; aos “Porta Estandartes” anteriores.
E essa Liberdade (não a minha) chegou a um ponto de discutir aonde: a própria Presidente da República deste País, deva ou não hospedasse; e a mesma “não ter a liberdade de réplica”, pois em minha opinião um chefe de Estado: para dar satisfações a uma minoria ávida pelo Poder, não deva colocar a ridículo a sua posição, e se hospedar num Hotel de periferia, de uma corrutela qualquer: quando a sua posição requer, o tratamento que deva ser coerente, e permitido a todo Chefe de Estado...  E logo ela! Eleita pela vontade do povo Brasileiro; provem-me se possível; o contraditório... Mas isto é! Liberdade! Sob o ponto de vista da incoerência, dos mesmo que incitam a baderna, e a tática de guerra... A mesma utilizada na derrubada do Regime de Segregação Racial na África do Sul, e posta em voga agora em alguns Países deste Mundo.

Sem mais, ciente; Dr. Ademar Raimundo de Barros.

Guerra nas “Estrelas”

Guerra nas “Estrelas”




Eles! Ou elas
Apóstolos convictos da superioridade
Idólatras da eugenia do Ficcionismo
Os herdeiros... Das Capitanias Hereditárias
Os arquétipos do “Grilo”
Que acham
Assemelharem-se a Deus
Que até das ilusões
Fizeram-nas... De crias
E dos pensamentos
E dos sonhos
Seus pratos prediletos

“Cegos”!
Mas que veem demais
Olfatos... Ultrassensíveis
Dessas Narinas ávidas do perfume
De quem lhes cheira mal
Ouvidos símiles... As Ecoressonâncias Magnéticas
E sensibilidade tátil igual...
Radares, ou Sismógrafos.
Da Distanásia lenta das palavras
Da Ortotanásia do conhecimento
Testemunhos indeléveis
Da Eutanásia dos... Eus

E me pergunto só
Quantos espaços há, ainda a se ocupar.
Ou quantas portas terão que abrir
E quantas janelas... Terão que fechar
Quando na casa de meu Pai... Há muitas moradas
Umas são Palácios, ou Castelos.
Outras em andaimes... Coberturas
Simulam Céus de Vedas
Que lá do alto... Olhos! De “Ternura”
Dão-se ao prazer de vê...
Bem abaixo!
A multiplicação de Guetos, e Favelas.
Currutelas dos vícios
Antros da prostituição
Redutos da criminalidade
Onde a “Loucura” vez em quando
Faz sua morada
Ou faz-se... Ronda
Ou se visita fica... Tomba morta
Era; e é... Ou faz parte da vida

E tudo pode ser explícito assim...
Por que é que tenho que ir por aqui
E navegar somente por aqui
Ou caminhar somente por aqui
Pois tal Sistema requer
E nem poder pensar...
Preciso ir ali... Pois quero ver
Pois quero conhecer
Posto pensar assim...
Que o Mundo
É um todo
Não! Um só
Que não pertence a mim, nem a ninguém.
E voltei pra rever
Porém tudo mudou
Entretanto... Nada me parece ter mudado
A não ser
Essa incompreensível pressa de se ver
A definição de tudo... E de imediato
Num pensamento único... E coletivo
Aonde a vaidade é o poder

Como assim...
Agora! É Chrome
No dia... A Chrome
Semanas, e semanas... A Chrome
Por meses... A Chrome
Por anos... A Chrome
E pela eternidade... A Chrome
Num Monopólio inúsito que não tenha fim
Será que sobrarão?
Safaris; Óperas, e Chrometas.
Birds, ou Superbirds... Em safáris
Os Safaris menores
O Firefox, e biles safáris.
Exploer!
Explode a chama Universal dos “Feed Backs”
Dá-me Brevê pra ser navegador
E poder andar por esses Mares
Sem parecer que seja eu... Andróide
Ou Pidespedempagem... Machintosh!
Nestas janelas “abertas”
Imagine... Linda! A Liberdade
Não! Dividida em bandas pelo Mundo
Linux poder sorrir
Ao ver a Bingpreview se aproximar
E Cromeframe chorar... Lágrimas de felicidades
E dividi-las com
Iron, Crios, e a Universalfeedparser.
Sem se esquecer
Que a Mobile Sa; não fique só.

Esta é a Tese
Ou antítese do XY “Anônimo do Ônix”
Que escreveu para outros...
Homens... Desunix
Que possam pensar que seja ele... Apache
Como possam pensar... Seja Sioux
Ou que ele seja... Um Xavante
Cérebro de Elefante
E cria do Xingú
Que mal vê o hoje, e nem consegue ver... O amanhã
Viva... Do ontem
Longe da linha do tempo
Indiferente, e distante.
E sem conhecimento como sempre
E ausente
Vendo a “Verdade” rindo... Rir de mim
Lerdo é seu engano
Enquanto isto... Mi riso So pra mi


                  Dr. Ademar Raimundo de Barros.



Comentários do Autor: Direto na causa. A Comunicação hoje! É arma destrutível para qualquer sustentabilidade do Poder; e ela constrói, e ela destrói ao mesmo tempo: daí o medo da massificação dos pensamentos, das Ideologias, e Políticas. E quando procuramos os caminhos que possam nos conduzir a Paz, inevitavelmente nos confrontamos com antagônicos que sustentam a Bandeira da Guerra, e eles são sutis; ao ponto de admitirem a hipótese de que haja; alguma Guerra Santa, e em nome de um Deus, não aquele que habita dentro de mim.
Mas esta foi à resposta que eu encontrei para dar, a quem por alusão de ser propriedade privada; toma a decisão de excluir do Poema: Ultrapassando Barreiras, o Vídeo... Base de sustentação e compreensão do Poema; aonde dois Bailarinos deficientes físicos (uma mulher, e um homem): dão uma verdadeira aula de superação, num Show, ou em um espetáculo, indiscutível e emocionante.
Mas deixa pra lá! Eu queria apenas divulgá-los também para o Mundo: da mesma forma que seu “proprietário”, que com certeza foi buscá-lo na Google, ou YouTube, mas se esta suposta propriedade for de uma Igreja; desculpem-me por não ter pago “pedágio” daquilo que foi divulgado: não por esta Igreja; a qual elogiei em: comentários do Autor.
Sem mais, um abraço! Dos; Desastrolados do Desconhecido.
                                      

Bois de “Piranhas”

 Bois de “Piranhas”




Ser Boi de “Piranhas”... E saber
Que o preço da Liberdade
Pode... Levar-nos a isto:
Censurados, e mal vistos.
Escolhidos!
Como Coelhos, ou Cordeiros.
Como queiram...
Apontados!
Preteridos
Odiados
Senão por Apostasia... Excluídos
Pela forma de ser, e de pensar.
Ou pela inteligência inata
O que não faz sentido algum
Meu Boi Bumbá!
Meu Boi de Parintins!
Comparteirou tu nota
La indúbita Muerte se hizo carne em mi

Ser Boi de “Piranhas”
E sozinho vê...
Que o que passou; passou.
E quem passou por cima, e quem pisou.
E que sobreviveu por tua conta
Quem foi quem te feriu
Quem te fechou as portas
Quem te enfiou a faca
Fingindo; não ser.
Quem foi que te escolheu... “Pra ser ‘Tapête”
E quem te leiloou por preço vil
Por que acreditou... Valia a pena
Passe o “MAIOR”
Fique... O menor
Por que será mais um... Como Caveira
E!
Quixeramobim! Será Poeira
Compartierou mi nota
La indúbita Muerte se hizo carne em tu

Poeira!
Que não serve
E que se sirva; o que será?
Sujeira!
Pó! Que não se cheira; e se cheirar.
Vai se acumular; e se acumular, você pode mancar...
E até sonhar... “Bobeiras”!
Que o vento levará
Por essas Levas que ninguém vai ver
Quem leva
Ou quem levar
Tão pouco aquele que se encarregar
De apagar... Se; Velas
E Velas velam a Terra, como velam o Mar.
Velam até o Ar; aonde... Os Aviões voam
Onde! Até! Outras ondas velam
Comparteirou La nota?
REZA! Pois:
La indúbita Muerte hizo da libertad de nosotros




                                Dr. Ademar Raimundo de Barros.

Comentários do Autor: Fiz! Tomando por base o princípio da coerência que norteou quem, dedicou a estes dois expoentes da Literatura Mundial (o Escritor Português, José Saramago; e o Poeta Chileno, Pablo Neruda), o Prêmio Nobel da Paz; e por que não agregá-los em Princípios da Liberdade, pois não agindo assim: eu estaria voltando-me contra o Mundo, em não; ratificar, e felicitar a quem teve a coragem indúbita de indicá-los, e ver por confirmada essas indicações.
Mas havemos que ver; que os Tempos mudaram inopinadamente, e de repente nos confrontamos paradoxalmente: com tudo aquilo que acedemos em nome da verdade: quando o que mais ouvimos falar, é no confronto final no Vale do Megido, no Armagedom: que meu conterrâneo Zé Ramalho; economicamente chama de: “A Terceira Navalha”... Quando em minhas contas somo mais que Mil, mas que haveremos de ver mais, na medida em que nos dividimos até nos espaços da Comunicação; e nos desentendemos por interesses vários... Ainda a Cor; a Raça, a Religião (Qual fé a mesma), a Política de sempre; e os interesses Comerciais e Econômicos; e qual escolha da Moeda Maior; ou: quem “roube” mais; quem “roube” menos... E assim vamos.
Sem mais; um grande abraço!


Dos, Desastrolados do Desconhecido.