quinta-feira, 16 de maio de 2013

O Pacto Parodiado


O Pacto Parodiado


Vamos falar de nós
Que há muito e há tanto tempo discordamos
E ver recomeçar
O tempo todo que vencemos
E ter de volta tudo que perdemos
É só saber lidar

Nossas vidas
Nossas causas são coisas abertas
Não são pétreas, mas não são perdidas
Nos resta... Bolívar. (Bis)

Vamos falar de nós
E da Social Bolivariana
Perder o quê? Quando é jogando que lucramos
Quando é ganhando que vivemos
Sabreviver e bem viver vivendo... Na arte de lidar

Nossas vidas
Nossas causas exigem repeito
Fomos todos pelo povo eleitos
Quem há que contestar (Bis)

Vamos falar de nós
Que até a Constituição nós descartamos
E fazer o quê? Impor um A I 5 no 60
E não negar... Que quando não existe se inventa
Por que temer? Se o povo nem se dá!


Nossos gritos
Nossos braços erguidos abertos
Vão direto com quem satisfeitos
Excaltam Bolívar

Nossos votos
Nossos vetos tem seus “fundamentos”
Só é preciso mais um Plesbicito
E a arte de enganar

Vamos falar de nós
Que um dia uma canção cantamos juntos
Dizia assim... Somos iguais, iguais assim a todo mundo
Soldados, não soldados... Caminhando
Até que não dê mais.

E vamos calar depois...

Dr. Ademar Raimundo de Barros.

Se! Já não estivermos calados...



Comentários do Autor: Considerem o mesmo comentário anexo ao Poema: “Vamos Falar de Nós”, com o saudosismo da Cantiz Paraibana Roberta Miranda, parodiada (talvez pela primeira vez), e sem nenhuma participação na criação. Mas a Poesia possui esta capacidade de produzir análogas, ou homófonas, ou homólogas: cuja interpretação gira em sentido Unirversal e diferenciado... E nem falei das flores tão lindas!Nem dos frutos ainda a serem colhidos, e bem vindos! “Do Pré Sal”.

Também não falarei dessas “Rosas”, dessas “Papoulas”; deses “Jasmins” nem dessas “Orquídeas” presentes nos Mensalões” da Vida Pública... Por que, elas foram plantadas por nós. Nem falarei das “Ganges” que proliferam nas nossas Escolas; por que não foram criadas por estas; vieram de fora, e são “frutos” de uma Sociedade em decadência onde nem mais: os filhos respeitam os próprios pais, e como consequência: alunos a semelhança de “feras”, instintos “à flor da pele” tipo “gladiadores” que querem degladear; e por sobrevivência (como: já basta!): os Professores tendem entrar no “tapa a tapa”, pois salvem-se quem puder... Aprovar! Aprovar! E aprovar! Eis! O princípio e a causa de tanto desrespeito; de tanta audácia: capaz de conduzir a figura do Professor à Depressão Maior senão; à Bipolaridade compartilhada (se ele conseguir subexistir), pois por trás de tudo isto... Um “puxa saco” Diretor ou Secretário: subserviente ao Poder; quando não: “um soldadito do Narcotráfico” que não está ali, para estudar, para aprender: e sim mais um: vândalo da ineficiência da Causa Pública (mesmo não comprometido com um Sistema Maior)... São esses os Soldados que não foram feitos no Regime Militar... E estes não irão morrer pela Pátria... São estes que vão viver sem razão, e o Brasil mesmo assim, vai muito bem, obrigado!

Mas se faz necessário advertir Korcoran (pelo BLOGGER), por que temos a obrigação de separar: a opinião pessoal, das paixões políticas partidárias, de grupos sindicais, de grupos “fanáticos”, e até de opiniões descompromissadas com a finalidade de contemporização de Ideologias, gostos e prazeres: simpáticos ou antipatizantes de quaisquer que sejam as causas.

No tocante a Copa do Mundo, é o nosso “risco” necessário, pois somos o País do Futebol, do Carnaval, das Festas “Pagãns”, dos Maracatus de Santo, da , das Folias de Reis, dos colóquios com os “Bois de Parintins”, das nossas Ramarias, da explosão do Folclore, e das tradições das Igrejas... E salve Deus! E salve a Lavagem das escadarias da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim... E salve o Candoblé é a Umbanda Sagrada de Nannã, de Yemanjá, de Oxóci e Xangô... Esta é “a cara do Brasil”... Alegria! Alegria! Alegria, sob “os braços abertos do Cristo Redentor”, sob a Céu estrelado, sob o Cruzeiro do Sul.

Mas precisamos homenagear alguns homens... Pelé! Garrincha! Vavá! Mas sobretudo a figura “negra” injustiçada de Barbosa (goleiro da Copa de 1950) que teve “morte psicológica decretada”: um pouco diferente do grande Jogador Colombiano, Escobar, morto covardemente por estes fanáticos do futebol... Que não sabem perder... As outras questões Korcoran! Não nos diz respeito, por que poderíamos ser incluídos como incitadores de qualquer manifestação histérica e coletiva, ou isoladamente vinculada ao Terror.

Desculpa-me Karcoran! Mas lançastes “um mote”, que dá, pra muita cantiga de viola em rítmo de “Martelo Alagoano”; e deixo como aviso o veto a observação do Vídeo a:
1) Crianças, 2) Menores e “menores de dezoito anos”, 3) Pessoas “sensíveis” ou “incapazes” de observar: cenas “chocantes”, mesmo mestres nesta “maruagem”... Cuspir e mandar.






É meu dever apresentar mais um “Anônimo da Poesia e da Arte”, na Arte de Produção e Sonoplastia agregada ao Vídeo, Leonardo Mendes, vindo da dignidade da “probeza”, a minha semelhança: e no exato momento, em desemprego por não aceitar; um contrato completamente em desacordo com a CLT (Consolidação das Leis trabalhistas), por objetivarem a manutenção de emprego sem assinatura de Carteira Porfissional de Trabalho, coisa muito comum nesta “Nova Revolução”: que opta por Prestação de Serviços sem nenhum amparo ao trabalhador... Isto é um exemplo de tortura e fonte dessa desagregação geral dos costumes, da harmonia e da Lei, e da Nação.

Dr. Ademar Raimundo de Barros.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

MÃE



MÃE




A quem caberia o dom, mais precioso da vida.
Senão a quem mais espera nas melancolias da lida.
Que como a grande águia o primeiro passo ensina.
Os pioneiros colóquios que alma contamina.
Onde está tu, nas minhas derradeiras lembranças,
Onde a sua proteção, palco de minha esperança.
O doce timbre nas antigas canções, compilando o sono num eterno sonhar.
Um sonho sereno, tranquilo, sem medo do desconhecido.
Quantas lutas, quantos sorrisos, quantas lágrimas.
Que coração! Donde não há espaço para amargura.
Cresci, sem perder as esperanças dos sonhos semeados.
Estou forte, e o fel não pôde contra a doçura.
Cresci no reflexo do que me deste.
Compreendi a fé, a pensar no outro antes de dar o primeiro passo.
Experimento que não há condições para o amor
E que as melhores lembranças são as mais diminutas...
Pois me abriu os caminhos, com a delicadeza necessária, sem machucar flores.
Na caridade de todos os gestos.
Na sutileza magistral do olhar.
Mais que ser mulher, ser mãe é doar.

Desejo um feliz dia das mães a todas as mulheres que optaram e para as que almejam este dom divino.

Rogério Domingues.


Comentários dos "Anônimos da Poesia e da Arte": Não tenho como te agradecer por tua participação no Blogger. Também não tenho palavras que sejam capazes de traduzir, não só, meu contentamento, como outras, que possam dimensionar o conteúdo poético desta tua Poesia, e se, possa existir: prefiro ficar calado diante da grandeza destes versos.
Compartilho com a indexação de um vídeo, do qual, solicitei autorização do Autor do trabalho, por que: de forma envolvente, ele nos repassa a sensação do quanto expressivo representa... O amor materno. Deixemo-nos, pois, se envolver neste momento.




Um grande abraço... Serás sempre bem vindo ao convívio dos, “Anônimos da Poesia e da Arte”.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Vamos Falar de Nós


Vamos Falar de Nós




Vamos falar de nós, da nossa história, de nossa redemocratização,
Dos nossos medos, das insanidades e da nossa desunião,
Das feridas abertas, das torturas, dos exílios, das esperanças,
Das passeatas, dos protestos, das nossas posições, das lembranças.







Vamos falar de nós, do que antes pensávamos, das nossas caras pintadas,
das perseguições sofridas, naquilo que defendíamos, em ideias faladas, 
das cadeias, das censuras, dos nossos corpos reprimidos a gritar,
dos atos institucionais, dos cálices afastados, das bandas a tocar.










Vamos falar de nós, podemos retirar alguns espinhos, que vivem a nos ferir,
Que velhos, nos sufocam, caducam e insistem em nos levar a cair,
Dos tormentos, dos partidos nefastos, das ideologias insanas e enlatadas ,
Dos bolivarianos napoleônicos, anencéfalos, democracias mofadas.









Vamos falar de nós, dos nossos poderes, que conflitam sem parar,
Que sempre querem ser mais, e mais do que nunca não param de lutar,
Das inconstitucionalidades, das tentativas loucas de você se perpetuar,
Das manobras políticas, dos mensalões, dos silêncios a comprar.








Vamos falar de nós, da nossa educação, da nossa segurança e saúdes,
Dos nossos descasos, dos nossos rombos, desvios e atitudes,
Dos nossos laudos comprados, dos homicídios, das merendas jogadas,
Das nossas doenças, do novo analfabetismo, das obras superfaturadas.










Vamos falar de nós, dos nossos amores, das nossas imperfeições,
Dos bolsas famílias, dos fome zeros, das nossas grandes involuções,
Dos nossos vícios, do nosso pão e circo, da nossa Copa do Mundo,
Da nossa Olímpiada, de nossa transposição sucateada a cada segundo.











A tua roupa vermelha, teu cabelo ondulado, a estrela em teu céu a bailar,
Nós levamos tantos anos para nos encontrar, aprendi, aprendeste a amar,
Fico bobo aos teus pés, te saúdo, e agora, enfim, quando estamos a sós,
Eu te digo bem alto, rompendo o silêncio, vem Amor, vamos falar de nós.





Korcoran.


COMENTÁRIO DO AUTOR:

Saúdo a todos os que fazem parte do BLOG: Anônimos da Poesia e da Arte, e insisto que comentem, critiquem, divulguem o meu trabalho poético, pois a intenção aqui é essa mesma, falar de uma forma satírica, poética e bem humorada sobre os principais problemas brasileiros da atualidade. Abraço fraterno para todos! 


Lamentamos... Nem todos que nos acompanharam nesta caminhada, foram fiéis a seus princípios e nos decepcionaram, pois foram ofuscados pelo "brilho do Poder". 


Comentários dos “Anônimos da Poesia e da Arte”

Por onde andavas Korcoran? “Um bobo da Côrte” não pode dar-se ao luxo de andar escondido. Escondido de que? Qual o Processo que respondes? Vai dar em que? E já que vives lá! Por que te escondes?

Mas, chamo a atenção para o Artigo 60 da Constituição que diz: “Os Poderes são harmônicos entre si, e um, depende do outro, não permitindo-se portanto: a aplicação  abusiva de Atos e Emendas salvo se... Se nova Assembléia Nacional Constituinte for formalizada... O Plebiscito aqui e agora: seria um engôdo Inconstitucional, imposto ao povo que é forçado votar.

O Parágrafo 4º diz: que não será objeto de deliberação e proposta de Emenda que tenda abolir: a forma Federativa de Estado, o voto direto, secreto, universal e periódico, a Separação dos Poderes, os Direitos e garantias individuais. 

Então: qualquer manobra, que tenda excluir Poderes Inerentes ao Poder Judiciário e agregar este ou aquele Poder, ao Executivo ou Legislativo... É Inconstitucional... Tem mais; “São Cláusulas Pétreas da Constituição” , e reza-se; “A Constituição não poderá ser Emendada na vigência de Intervenção Federal, de Estado de Defesa, ou Estado de Sítio”... 

Seria muito sensato que os Senhores Deputados e Senadores verificassem isto... Seria oportuno que o Poder Executivo também pudesse observar... Sonhar com a Social Democracia Bolivariana é retroceder a épocas remotas que antecederam o grito de: Diretas Já! Seria retornar aos idos da Revolução de 1964, sem golpe, sem nada; apenas uma Ditadura diferenciada que em algum comentário solicitei agregar ao dicionário Político a Expressão: “Ditamole”... Não é aquela que vocês estão pensando não... É “moleza pura” para qualquer Ato Ilícito praticado... E anistia para os Atos “Secretos”, e para os Atos Ilícitos de conhecimento público.

Bem vindo Korcoran! De “ bobo” não tens nada!


E quem te viu! Quem te vê!... Cantando outra vez... Caminhando e cantando e seguindo a canção... Para não dizer mais... Que não falei das flores, e lamentamos em ver: quantos que nos acompanharam cantando aquela canção, quanto nos decepcionaram, ofuscados pelo “brilho” do Poder e cantando... “Vamos falar de nós”.







Dos, “Anônimos da Poesia e da Arte”.

sábado, 4 de maio de 2013

Tão Diferente de Tudo


Tão Diferente de Tudo



Mãe!... Como te agradecer?
Pelo ciclo “interrompido”
Pelo óvulo fecundado... Por um só!
Em meios à tantos outros
Que foi indo...
Que foi... Lindo
“Afundando”, se implantando e vivendo
E vivendo, e vivendo
Germinando, germinando, e “Transformado-se”
Neste ser adulto e transformado

Tão diferente de tudo “neste inferno”
Tão calmo e evoluindo
Mórula, Embrião, Vitelo e “Bolha”
Numa Bolsa Amniótica
Preso num cordão brilhante
Nesse “opaco” apego a vida... Flutuava
Meu espírito dentro do teu próprio corpo
Espírito junto de espírito... Nenhum Santo
Dois deles, filhos de Deus... Um de Maria e “Nascenso”
Na Terra meu pai legítimo

Os dois que andaram juntos tanto tempo
Há quem pensar... Separados
Mesmo estando os dois unidos
Um “servo” e outro; o Senhor
O seu pai e meu... Primeiro
O outro era mais outro (meu avô)
Pois o primeiro era único... E sempre será
Como... Três Marias mães
E o resto... Jesus no peito
Ou feito... Cristo em seus braços

Eu não me esqueço de nada... Minha Mãe!
Como esquecer se “nem lembro”
Mas se depois me  recordo
Dos dois “servos” do Senhor
Homem e mulher... E “seus zelos”
De corpo e alma laçados... Meu pai e você mamãe
Filhos de “meu Pai Maior”, mais que irmãos verdadeiros
E era divino alí
No teu ventre
No escuro... E era claro

Das “Três Marias”... Uma só
Ora Betânia, ora Fátima
Ora era! Madalena
E veio a luz e o brilho
Quem deu a luz... Deu um grito
Quem viu a luz... Outro grito
De felicidade e medo ao mesmo tempo
E Deus olhando alí, a vida vindo...
Obrigado mamãe! Tua alma é  luz
Obrigado meu Deus! Minha mãe, minha luz... Ainda é viva.


                                                  Dr. Ademar Raimundo de Barros.





Comentário do Autor: Ainda é pouco, ainda é irrisório quando o assunto é ... MÃE. É tão difícil falar, como é difícil externar: como é difícil definir o verdadeiro significado (não da palavra), mas da missão e do sentimento afetivo da locução... “Minha mãe”: quando o filho é filho e quando a mãe é mãe. Ser mãe é saber “receber” tudo e todos “Tão diferentes deste inferno”: e no “seu rosário de Lágrimas” resar a “Salve Rainha”, ao ponto que a Igreja corretamente impôs a Deus... “Salve Rainha”... Sua mãe Maria, mãe de seu filho Jesus.
Mas houve quem, que com tanta inspiração divina compôs: “Ser Mãe”: que passo a transcrever como suplemento do meu trabalho: por ser maior e ser síntese, e ser para mim, a melhor definição do significado...

domingo, 10 de maio de 2009

Ser mãe é desdobrar fibra por fibra o coração

Postado por Serenissima A Voz da Poesia
 
  

                                                 Imagem da Internet

SER MÃE  
Coelho Neto  

Ser mãe é desdobrar fibra por fibra 
o coração! Ser mãe é ter no alheio 
lábio que suga, o pedestal do seio, 
onde a vida, onde o amor, cantando, vibra.

Ser mãe é ser um anjo que se libra 
sobre um berço dormindo! É ser anseio, 
é ser temeridade, é ser receio, 
é ser força que os males equilibra!

Todo o bem que a mãe goza é bem do filho, 
espelho em que se mira afortunada, 
Luz que lhe põe nos olhos novo brilho!

Ser mãe é andar chorando num sorriso! 
Ser mãe é ter um mundo e não ter nada! 
Ser mãe é padecer num paraíso!

Esta é a homenagem dedicada a todas as mães... Pelos: ”Anônimos da Poesia e da Arte”.


domingo, 28 de abril de 2013

Base de Concreto


Base de Concreto





Tudo ao mesmo tempo
Como uma ilusão de óptica
E no meio do meio, não havia nada
E no meio do nada, nenhuma coisa havia
A não ser “um só”.. Eu mesmo
No meio do nada, e ao mesmo tempo... “Tudo”

Todo! Tudo ao mesmo tempo
Óptica de ilusão no meio do meio
No meio de tudo, ou no meio de nada
Nenhuma coisa e somente “uma”
No meio do tempo, e no “meio de tudo”
Um! Perdido no tempo no meio de tantos

E era eu
Eu! Eu! Eu! Eu!
Eu! Somente eu... Só um
E o Eco me diz... Sim! Sim! Sim! Sim
E o Eco me trás... Não, não, não, não
Ao mesmo tempo tudo e nada... Ao mesmo tempo

E no meio do tempo
Nós! Nós! Nós! Eu!... Vou encontrar o que?
Nova desilusão... Não! Não! Não! Não
Dá outra forma, reforma, disforma
E ao mesmo tempo; transforma, conforma... Tens compaixão
E nunca não... Tudo ao mesmo tempo

Por que tudo ao mesmo tempo se houve um princípio
Por que tudo no meio, e ao mesmo tempo, se haverá um fim
E se tudo surgiu do nada
E sem nenhuma causa pra justificar
Faz-me encontrar no infinito dos seus olhos... Eu! Eu! Eu
E te direi após; nós! Nós! Nós... Nós e vocês, você e eu.


“Anônimos da Poesia e da Arte”



Comentários  do Autor: A autoria desta Poesia não dedico-a, a mim. Dedico a todos os Poetas da Poesia Concreta (inclusive aos ausentes do Poema postado neste Blogger e intitulado: “Do Epitálamo ao Concretismo”), pois foram a fonte de inspiração e sem eles, jamais teria condições de “compô-la”. Quero compartilhá-la também, com o Vocalista desta Banda Internacional: “Scorpions” e solicito orientação de Mestres, para que me definam em que figura de Sintaxe possa classificá-lo quanto ao “assobio” (para mim; “uma Poesia concreta à parte”)... É Metonímia? É Prosopopeia? A expressão: “O homem virou uma flauta assobiando” ou: “ A poesia dele era assobiada”.





Muito obrigado, Dr. Ademar Raimundo de Barros.



quinta-feira, 11 de abril de 2013

Os Versos de Gita

E quando tudo for depois do ultimato... Cinzas
Aurora Boreal em núvem atômica e fosca
E quando tudo consumado se escutem... Vivas!
Vivas a quem? Se a própria natureza chora
E nas lembranças do poeta... Gritam
Loucos! Loucuras! Malucos! “Belezas”
Os versos de “um profeta”... Gita! Gita! Gita!




E quando o Bhagaved-Gitã gritar... Sou Gita
Vindo do Krisma como “extrema unção”... Não, como “Crisma”
Bahabarata será lido... E vide Vedas
Que o estígma matou, mas que ainda “é vida”
E diga: “Eu sou a Lua”, não sou! E como adoro a noite!
Eu sou a morte, pois sou também “estrela”
Não tenho “o brilho delas”... Mas;que importa!


Eu sou o predador Leão... Vois sois a caça
E se; sou Tubarão... Vois sois os peixes
De toda criação ainda sou... Seu maior “Mito”
O início, o fim, e o meio
Estou na fórmula de gerar, viver, e destruir
E sou a forma de enganar, e iludir
A letra “A” da ilusão e ser... Amar! Amor! Atômica!


Eu! Que aparento ser... O “que não sou”
Pois meu desequilíbrio ninguém vê
Mas quando o meio distorcido for... O fim vai vir, e o início virá
E a imagem de Alá além, e a de Deus... Alá! Qual diferença?
Em meio do pavor, terror, tremor... Da Coreoatetose Coletiva
Nem atribuam a mim... Vencidos, ou quem vença
Desiludidos que deixei crescer... A quem dei crença.



Que dei-lhes movimentos firmes... Não inércia
Nem essa ingratidão tão voluntária
Nem essa involuntária ação obrigatória... Matar-se um a um
Certezas de fazer! Incertos que acompanham... Venham ver
A luz de Gita grita, vem! E depois diz
Quem sou... Que vim selar de vez
Quem é, quem foi, quem seja... E quem fica com a Cruz



                                          Dr. Ademar Raimundo de Barros.


Comentários do Autor: Depois de uma Auto Crítica, retiro para os arquivos de “Poesias Vivas”: a postagem, “Aonde Vais! Oh! Língua Pátria”. Peço minhas desculpas aos visualizadores, mas o Poeta tem por consciência quando: esta ou aquela poesia morre no tempo. Senti a inutilidade dos versos “se versos”. Senti a necessidade de uma retratação: que utilidade teria então: ou que significância poderia haver (e impertinente seria de minha parte) questionar o que é admissível mesmo não sendo costumaz. Vamos vivenciar o momento presente: e de certa forma ver: o que seja mais útil, e ciente de que: o que consideramos de utilidade hoje... Amanhã não exista mais nada a discutir.
No momento, o mundo necessita de informações, e mais informações, e contra informações, no intúito de se evitar: que por mais uma vez: por uma cabeça: somadas a poucas cabeças: o mundo não descambe em direção de um “abismo” com a eclosão de uma Guerra Nuclear: cujo destino da Humanidade será um só: o caus... É só esperar: e refletir essas “Mensagens Ocultas” vindas da singularidade de um poeta... Raul Seixas (anexo lógicas).


E no Catarismo "Puro", fui buscar o caminho, a verdade e a vida; o princípio, o fim e meio... Neste movimento considerado herético segundo a Igreja Católica, mas que suas idéias tem fortes ligações com o gnosticismo do início da era cristã. Para o Catarismo a salvação era a libertação da alma do seu invólucro, isto é, o corpo material impuro (revive-se Sócrates e Platão). Os Cátaros não eram os sacerdotes apóstolos do suicídio, eram desprovidos de posses materiais e se afastavam da corrupção do mundo; espírito Essênio e má interpretado na concepção da Endura sob a conotação da morte do eu. O Raul Seixas não chega a representar o rito Consolamentum, e cria uma mensagem "semelhante" ou "distorcida", ou parecida com... "Pai! Por que me abandonaste"... "A ti entrego, meu corpo e minha alma". Critica o PAI, mas semantecamente deixa subentendido o que nunca queremos entender... Veja! Reflita! Sinta! em... "Era - Ameno".




- Eu que já andei pelos quatro cantos do mundo procurando, foi justamente num sonho que Ele me falou:
Às vezes você me pergunta/Por que é que eu sou tão calado, /Não falo de amor quase nada, /Nem fico sorrindo ao teu lado.
Você pensa em mim toda hora./Me come, me cospe, me deixa./Talvez você não entenda, /Mas hoje eu vou lhe mostrar.
Eu sou a luz das estrelas;
Eu sou a cor do luar;/Eu sou as coisas da vida;/Eu sou o medo de amar.
Eu sou o medo do fraco;
A força da imaginação;/O blefe do jogador;/Eu sou!... Eu fui!... Eu vou!...
Gita! Gita! Gita!
Gita! Gita!
Eu sou o seu sacrifício;/A placa de contra-mão;/O sangue no olhar do vampiro
E as juras de maldição.
Eu sou a vela que acende;/Eu sou a luz que se apaga;Eu sou a beira do abismo;
Eu sou o tudo e o nada.
Por que você me pergunta?/ Perguntas não vão lhe mostrar/Que eu sou feito da terra,/Do fogo, da água e do ar!
Você me tem todo dia,/Mas não sabe se é bom ou ruim./Mas saiba que eu estou em você,/Mas você não está em mim.
Das telhas eu sou o telhado;/A pesca do pescador;/A letra "A" tem meu nome;
Dos sonhos eu sou o amor.
Eu sou a dona de casa/Nos pegue pagues do mundo;/Eu sou a mão do carrasco;
Sou raso, largo, profundo.
Gita! Gita! Gita!
Gita! Gita!
Eu sou a mosca da sopa/E o dente do tubarão;/Eu sou os olhos do cego
E a cegueira da visão.
Eu!
Mas eu sou o amargo da língua,/A mãe, o pai e o avô;/O filho que ainda não veio;
O início, o fim e o meio./O início, o fim e o meio./
Eu sou o início,
O fim e o meio.
Eu sou o início
O fim e o meio.
                              Raul Seixas.





Dos, "Anônimos da Poesia e da Arte"