segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Psicanálises

                                             Psicanálises


Você deseja construir uma Poesia
Pense!
Nada é impossível
Difícil é encontrar quem queira lê-las
compreender a amplitude dos sentimentos
Quando as Poesias são vivas
São mudas, ou são transplantes
São pedacinhos da gente
E diferentes são suas formatações
Livres por assim dizer
Como formatos assim
Amontoados de sons
Fonemas à livre escolha
E para cada sílaba
Uma modulação concatenada como assim...
Meu pai pensava que nasceu de uma Nuvem
Depois do Sangue
Surgiram outras Nuvens
Nuvens de Sangue
Pode!
Que poderiam ser:
Advogados
Consultores
Construtores
Fazendeiros
Deputados
Senadores
Médicos
Professores
Tantas profissões
E inclusive a dele... Uma vez Barbeiro
Sempre Barbeiro
Independe das outras Nuvens
Mas sempre comentava de forma crítica
É! Parece-me que o Eulajose quer ser Poeta
Mas o tempo passou
E nada
E tudo suspenso em nada
Mas tudo surgiu dos sonhos
E meu pai voltava a repensar
Meu Filho surgiu das Nuvens
E das Nuvens vieram seus Poemas
E quanto tempo nas Nuvens cortei Cabelos
E nas Nuvens vivi
A recortar os Fâneros normais
Ouvindo o picotado da Tesoura
E o costumaz raspado das Navalhas
Que me valia tudo
E que não era nada
E que o Vento levava... Como Nuvens
Mas diferente de mim fez Ascendino
Grande amigo meu
Que não vivia nas Nuvens
Mas teve um Filho que nas Nuvens vivia
E que era seu sangue
E nas Nuvens pensou... Serei um Médico
A quem meu Filho
Que também vivia seu sonho ímpar
E que sabia que as Nuvens não são iguais
E que nem todas elas são volúveis
Presenteou seu Livro autografado
Com os seguites dizeres...
Para o Dr. Ademar... Estes Poemas
História do Varadouro
Era... Maresia dos Poemas... Ou notas Poemáticas
Escritas por um Barbeiro...
Eulajose Dias de Araújo... 14/08/ 1979.

                          Dr. Ademar Raimundo de Barros.

Comentários do Autor: Ah! Eulajose! Perdoa-me! Só hoje (depois de tantos Anos) é que eu vejo o valor do teu trabalho: e que posso me debruçar perante a Maresia dos teus Poemas, e compreender a amplitude constante no indivualismo, e na abstração dos teus Versos. Grata é a satisfação de ver o parecer de meu ilustre Mestre, e Professor da Língua Portuguesa: do meu tempo de Colégio Estadual da Paraíba (antigo LICEU Paraibano) como corroborador da tua Obra Literária: o incontestável Wellington Aguiar: tão bem explícito no termo de abertura denominado... Vocação de Poeta. De tudo escrito no teu Livro: talvez poucos tenham te compreendido: mas é até compreensível... Quem nesta Terra tenha o conhecimento de adentrar no Campo Psi restrito da Psicanálise? Com todo o respeito: não me permito expor o que eu compreendo; mas já é o bastante o observado nas entrelinhas da tua Dedicatória... Mas o mais impressionante... A tua humildade; na exposição corajosa da tua própria intimidade.
Não é nada parecido com: Eu e Outras Poesias de Augusto dos Anjos; mas nada te rouba o mérito circunstanciado no existencial de teu próprio EU... Uma realidade que deveria ser mais divulgada nos preceitos, ou conceitos que vivem no silêncio da formação da dos Direitos e Deveres de Pais e Filhos... Ou por que não dizer... Da própria Família como Célula da Sociedade... Daí o título... Psicanálises.


                                               Dr. Ademar Raimundo de Barros.

Por analogia

Por analogia

E se eu morresse amanhã
Seria horrível sim
Vê!
Fechar meus olhos minha triste Mulher
E meus Filhos calados me diriam
Pai! O que nos resta amanhã!
Qual glória pressentimos para o futuro?
Qual Aurora?
Qual Povir?
Como estará meu Deus!
Papai depois de morto
Ele nos Céus?
E nós aqui
Sem ter como viver
Qual Sol!
Qual Céu Azul!
Qual doce n’alva meu irmão!
Acorda a Previdência mais louçã!
Não bastam-lhes a nossa Mãe chorar
Se batem-lhe a Porta do Dever
Por um motivo só
Ela não ter
Mais que Quarenta anos
Lerdo é o engano
Ninguém ao certo saiba... Quando irá morrer
Nem sabe... Se amanhã
Com, ou sem
A extorção do seu próprio Direito
Mas essa Dor
Devemos a esta Lei que vigora
Na ânsia inglória, e doloso afã
De emudecerem a voz, viva no peito
De quem resoluto diga:
Sei que o Destino é incerto
Sei o que é certo, ou errado,
E não me iludo... Apesar de tudo... Posso morrer amanhã
Mesmo enganado por um Veto
Que transitou no Congresso
Que tramitou no Senado
E ninguém tem a coragem de dizer...
Eu compartilhei do mesmo Veto
Faço oposição, ou nada faço
Lanço o Laço
E simplesmente espero
O Caus
Ou o Fracasso
E fico quieto
Como digno representante desse povo
De quem só quis seu voto
E o resto... É o Silêncio deste Parlamentarismo disfarçado
E pergunto-vos
Quem será o Primeiro Ministro?
Quem irá compor este inédito Parlamento?
A revelia de uma consulta popular
As Súmulas de Habeas Data?
Inúsito!
Nunca estiveram em voga!
A Cúpula em juramento?
Sob a alegação:
Não há a mínima condição
De se cumprir a Constituição
Neste momento
E para o bem da Nação
Vetamos o Plebiscito
Pois se as Pedaladas Fiscais não funcionarem
Funcionarão as Pedaladas Constitucionais
E satisfeitos, ou não;
Publique-se!
E cumpra-se!
Êste é o nosso Veredicto... Vê se não morre o amanhã

                                     Dr. Ademar Raimundo de Barros
                 
Comentários do Autor: Pois é Jakson! Esta é a resposta que eu ofereço a um Pensador na sua ânsia de me remeter seus conhecimentos; usando como Lobby normas de composições Poéticas quando enfatiza a metricação... Cerca de 6 frases e pensamentos: Se eu morresse amanhã... Se eu morresse amanhã.
Mas tudo mudou Jakson! Sou Vago! Largo! Extenso! Profundo! Sou Franco! Longo! Vasto! Amplo! Crítico! E descompromissado. É que preciso viver essa Metamorfose ambulante; sem ter que ter aquela opinião formada sobre tudo... Digamos! A consciência mutante, pois eu não acredito nas Mãos que fingem segurar uma Bandeira de Luta; mas te asseguro que aquilo que o Pensador me enviou, valeu a pena: por que entrou no espaço “restrito” de quem tanto admiro... Álvares de Azevedo...

 Dr. Ademar Raimundo de Barros.

Poesia do Dia

                       Poesia do Dia

Taí!
Gostei desta palavra... Pedaladas
Mas juro! Que as “Fiscais”; não conhecia
E se é que as Pedaladas viram Moda
Arredunda!
Depois destas Pedaladas... Pé na Bunda!
Vai ter Olé!
Na Onda
Vai ter Olê!
Na Ôla
Ou senão
Vamos ouvir do Juiz
O apito final
Sem que ninguém queira chutar qual Bola
Alguém chutou na Trave
Muitos chutaram fora
Enquanto o Relógio marca
Um Século de Ciclovias!
E ninguém tentou marcar um goal de Bicicleta
Em Triciclos de Ferrovias
Também tomara!
Pois ao final das contas
O tempo passa
Aliás!
As vistas grossas mandam
E gostam dessa dancinha mansa
Dos Camundongos
Da Valsa lenta dos Dinossauros
Para a surpresa dos Serelepes
Os ingênuos de sempre
Que não conseguem seguir
A esperteza de Tico, e Teco
Nem a velocidade do Papa Léguas... Bip! Bip!
Cronometricamente impecável
E Pé na Bunda é falta grave
É agressão
E pode dar até Cartão vermelho
Segundo as “Escrituras”
E prestem atenção
Quem leva o Amarelo
É o Velhinho aqui
No meio da multidão
Tentando o equilíbrio num Monociclo,
E só!
Coisa de Palhaço!
E com a Cara pintada para quê?
Quando mal consegue dar uma...
Kk!Kk!Kk!Kk!Kk!Kk!Kk!
Pedalada
Canelada
Cacetada
Panelada
Canetada
Cadeirada
Muletada
Eu disse alguma coisa?
Disse nada!

                                   Dr. Ademar Raimundo de Barros


O Inventor

O Inventor

Nem pensem
Que todos falam iguais
Que todos pensem em... Mais, ou menos
Que todos compartilhem o mesmo espaço
Ou vivam o mesmo Tempo
Que tenham os mesmos sonhos
Que tragam os mesmos traços
Ideológicos... Sei não!
Religiosos... São tantos!
E as mesmas concepções intinerantes
Pô! Bem sei
Nisto não me iludo
Claro! Que convergimos... Tem vez
Claro! Que divergimos demais
Mas são momentos
Não há constância sem contradição
Nem unanimidade eternamente
E a sensibilidade é crucial na Vida
E há dependência circunstancial
Nos acontecimentos;
E o beijo que se espera vir... Virá
Na colisão das Retas
No ponto de encontro destas paralelas
Que provera sejam
O caminho que nos condizirá ao infinito
Mesmo que o Lodo, ou Lama
Sejam... A Grife da melhor roupagem... Tua, e minha
E quem mire o Laser que dispare
Que pegue, e que perfure de raspão
O corpo que esteja a meu lado
Dependendo da Sinalização da Estação do Trem, ou Ônibus
Pare!
Olhe!
Escute!
Ou conte ao menos até Três
Conte outra vez
Pois eu te Amo!
Pense! Podemos ainda falar em armistício
Contemporize! Ainda é tempo de se falar em Paz
Com nossas próprias asas
Duras!
São essas preconcepções de Cenas Esquemáticas
E desiguais
Seria formatar a Lírica
Em Cenas Esqueléticas
Ou modular a voz para as coisas que passam despercebidas
No uso de aplicativos de censuras
No uso da exclusão propriamente dita
Construindo “Papéis”
Confundindo memórias
Para estruturar qualquer visão
Que se possa ater valores
Que não falem de dentro para fora
E não digam ao Mundo
Que existem amores que perecem intensos
Mesmo em crise
Quando é patente o má relacionamento de ambas as partes
E que existe uma vontade maior
Doce Loucura!
Abelhas em defesa do Mel
E do Néctar de todas as Flores
Para procrastinar o simples Inventor
Que abriu a troncos, e barrancos
A sua própria forma de interagir
Quando lhe resta
Sorrir.. Pra não chorar
Pois o irreconhecimento é uma desgraça
Discrimininá-los? Nunca!
São os Poetas de Hoje
Para Leitores de agora... E do Amanhã
E trocando sonhos
Cedo referências  bibliográficas
E literalmente quero mais
Diz o Sumário de... Poesia do dia


Parabenizo Leandro Sarmatz... E mais uma vez... De Passagem... Bruna Beber... Pelo beijo que espera que virá... E a Editora Ática... Sem mais... Dr. Ademar Raimundo de Barros.

O complemento cabível


                                   O complemento cabível



Rap!
E de repente surje
E de repente rompe-se
Instantâneamente o Silêncio com “tonalidades” desconectantes
Miragens, e Mirantes
Rap!
A Transfiguração da monstruosidade
E de repente... Help
Paradoxalmente hilariante
S.O.S! S.O.S! S.O.S! S.O. S!
Paixões ionizantes
Você já não olha, e Pow!
Você nem espera, e Pow!
Você já não pensa mais na coletividade
E Boom!
Você já nem pensa mais em si
E dá-se por infeliz por ver, o que aconteceu consigo
E Pow!
Mas infeliz ainda por que viu
O que aconteceu a todos
Sem nenhum adeus
Nem ouviu nenhum gemido
Depois do Pow!
E Cego!
Já nem sabe mais dizer se foi o Césio
E longe já não lembra mais... O “brilho”
Do Plutônio
Tão pouco da “levesa” das armas táticas do Urânio
Que Pow!
Implodiu ali
Mas ali deixou
Mais marcas em quem bem atira
E Rap!
Pois viu cair o Véu
Das expansões da Relatividade
E Rap!
Ondulações ionisáveis
E Rop... Como seria bom
Nem se mencionar o Herói
E sim! Ouvir... The End
Como se fosse um Filme


Meus parabéns Bruna Beber... Em Poesia do dia... Editora ática... Dr. Ademar Raimundo de Barros